quarta-feira, 29 de julho de 2009

DJANGO

Por: Rodrigo Carreiro 

 Com a explosão do chamado western spaghetti, entre as décadas de 1960 e 1970, o diretor italiano Sergio Corbucci ganhou, entre cinéfilos e admiradores do subgênero, a ingrata alcunha de “o outro Sergio”. O apelido era referência direta a Sergio Leone, mais talentoso cineasta a militar no movimento. Pouca gente sabia, entretanto, que Corbucci tinha sido assistente de Leone, e que partira para carreira solo ao mesmo tempo em que o mentor produzia o primeiro exemplar do western spaghetti, “Por Um Punhado de Dólares”, em 1964. “Django” (Itália/Espanha, 1966) foi feito quase ao mesmo tempo, só que acabou lançado dois anos depois. A rigor, Corbucci bebia na mesma fonte de Leone. Os dois utilizaram a mesma estrutura arquetípica para criar a figura do pistoleiro misterioso, infalível com a pistola e de passado incerto, que perturbava a ordem de cidadezinhas perdidas no meio da vastidão dos desertos do meio-oeste norte-americano. Nos dois casos, são heróis de ética própria, cuja moral está a serviço de si mesmo e acima de conceitos como Bem e Mal. Mas os resultados foram distintos. O talento levou Leone ao sucesso de crítica e a uma carreira em Hollywood. Já o apenas competente Corbucci jamais conseguiu ultrapassar a barreira do filme B. É interessante perceber que “Django”, apesar de tido como um filme inferior, influenciaria os dois filmes seguintes de Leone. Em “Por uns Dólares a Mais” e “Três Homens em Conflito”, o personagem de Clint Eastwood torna-se ainda mais silencioso e mais enigmático, o que lhe empresta uma aura quase mítica. Esses detalhes, que refinaram o imortal “homem sem nome” de Sergio Leone, são emprestados do Django de Franco Nero. Aliás, a persona do vingador misterioso se tornaria imprescindível para todo o western spaghetti. O subgênero, que gerou perto de 600 longas-metragens até meados dos anos 1970, criou dezenas de heróis idênticos. A origem desses vingadores enigmáticos pode ser encontrada nos quadrinhos de faroeste, muito populares na Itália. Mas Django e o homem sem nome de Clint Eastwood puseram esse arquétipo no mapa dos cineastas. Nesse sentido, a poderosa imagem de abertura de “Django” é insuperável. A tomada mostra nosso herói caminhando por uma planície lamacenta e carregando um caixão. Sim, um caixão. Uma música dramática, quase operística, acompanha a caminhada solitária. A presencia da bagagem macabra apenas acentua a curiosidade: quem é esse homem? O caixão está vazio, guarda algo ou alguém? A cena, embora criada como pano de fundo para a exibição dos créditos do filme, é a melhor do longa-metragem. Uma vez que o filme inicia, contudo, a semelhança da história com o primeiro faroeste de Sergio Leone é grande demais para ser ignorada. Django (Neri) chega a uma pequena cidade, cenário da luta de dois grupos de bandidos (militares renegados X bandoleiros mexicanos), para obter uma vingança. Nos dois filmes há cemitérios e caixões desempenhando papel importante. Mas a obra de Sergio Corbucci abre com mais perguntas do que a do compadre Leone: o que Django deseja vingar? E o que raios existe dentro do caixão, afinal? Essas perguntas serão respondidas mais rapidamente do que esperamos, já que após os 30 minutos de projeção a trama de vingança dá lugar a um assalto impossível, e envereda por outro caminho. Django é um pistoleiro na melhor tradição do western spaghetti: frio, ousado, veloz e de mira quase sobrenatural. O personagem é trabalhado por Corbucci com o mesmo estilo operístico de Sergio Leone. Ele abusa de closes que apanham o rosto de Django quase sempre encoberto pelo chapéu, o que acentua ainda mais o enigma do forasteiro e valoriza o azul límpido dos olhos do ator. O diretor prefere, também, valorizar os momentos de tensão pré-tiroteio, ao invés de exibir-se nas seqüências de violência e ação. Inserido dentro da tradição do western spaghetti, “Django” foi feito com orçamento minúsculo, o que dá ao filme a aparência tosca de um filme B. O orçamento é tão pequeno que não há sangue nos tiroteios: os atingidos têm quedas acrobáticas e morrem sem que sejam vistas manchas vermelhas nas roupas. A razão disso não foi a censura, como prova uma cena, particularmente perturbadora, em que os mexicanos torturam um ianque. O problema foi a falta de dinheiro mesmo. Esse detalhe não impediu Corbucci de colocar no enredo todas as marcas registradas do que se tornaria o gênero, como os cenários repletos de lama (um elemento de que Leone não gostava), as construções devastadas como se fizessem parte de uma cidade-fantasma e um ótimo criador de trilhas sonoras. Luiz Bacalov, como se sabe, ficaria conhecido por emular com perfeição o estilo de Ennio Morricone. “Django” pode não ter feito fama como os filmes de Sergio Leone, mas consagrou-se como um dos melhores exemplares do western spaghetti e não passou despercebido para os admiradores do estilo. Robert Rodriguez, por exemplo, apenas trocou o exótico caixão do pistoleiro por uma caixa de violão para criar seu assassino mariachi. E Quentin Tarantino, o mais famoso fã de faroestes italianos, fez uma citação bem evidente da cena da tortura de “Django” no seu trabalho de abertura, “Cães de Aluguel”. O lançamento brasileiro leva a assinatura da New Line Home Video. A cópia de “Django” tem imagem widescreen 1.85:1, com razoável qualidade, e duas trilhas de áudio Dolby Digital 2.0 (em inglês e português, ambas com chiados). O único extra é uma pequena entrevista legendada com Franco Nero (7 minutos), que lembra detalhes das filmagens. Django(Itália/Espanha, 1966) Direção: Sergio Corbucci Elenco: Franco Nero, José Bódalo, Loredana Nusciak, Eduardo Fajardo Duração: 90 minutos

 fonte: http://www.cinereporter.com.br/dvd/django/

terça-feira, 28 de julho de 2009

GEORGES PICHARD, O ÚLTIMO LIBERTINO

O último libertino

Pedro Soenen

É sabido que, quando se observa um abismo demasiado tempo, ele observa-nos de volta. Porque os abismos não são fendas geológicas naturais, mas fendas psicológicas naturais. O abismo não existe fora de nós, mas em nós. Georges Pichard, autor e ilustrador de banda desenhada, libertino do traço a tinta da China, conviveu toda a sua vida com o seu abismo e convidou-nos a desbravar as suas sombras. Um espírito livre que ficou conhecido pela expressão das mais diversas e perversas formas de aprisionamento (feminino). Pichard é considerado um dos grandes mestres do erotismo gráfico francês, raramente um autor tendo ido tão longe nos labirintos dos seus negros fantasmas. Provavelmente nunca mais haverá outro assim, nestes tempos de hipocrisia sexual globalizada. Nascido em Paris em 1920, teve o percurso típico de muitos autores de BD da época: trabalhou em publicidade e dedicou-se à ilustração, tornando-se mesmo professor de desenho na escola onde tinha estudado (tendo como alunos alguns autores que se vieram a tornar célebres). Estreou-se na 9ª Arte em 1956, com “Miss Mimi”, mas foi em 1964 que a colaboração com o argumentista Jacques Lob o tornou notado, com as divertidas criações dos heróis “Ténébrax” e “Submerman”, com “Ulisses”- uma versão em ficção científica da Odisseia - e sobretudo com a sua primeira grande heroína, a doce “Blanche Epiphanie”, em 1967. Viviam-se tempos sulfurosos em França, acabavam de surgir as primeiras revistas de BD viradas para um público mais adulto e pairava no ar uma liberdade criativa nunca antes vista (e nunca mais repetida). A liberdade sexual está na ordem do dia e Blanche, uma pobre orfã primeiro abusada e depois expulsa de casa pelo seu protector, o sinistro banqueiro capitalista Adolphus, irá viver uma série de aventuras tão rocambolescas como picantes. A imagem da Justine de Sade perpassa por ali e estão definidos os grandes parâmetros da obra de Pichard: a heroína de formas generosas, embrenhada em situações escabrosas, abusada e torturada por homens de aparência simiesca e brutal (ou, mais tarde, por outras mulheres, tão belas quanto implacáveis), um sistema de forças sociais marcado pela preponderância dos fantasmas masculinos, a provocação, o anticlericalismo e o humor corrosivo. Desde o início que o seu estilo carnal o torna inconfundível, conferindo às suas personagens uma sensualidade próxima do leitor e bebendo das influências eróticas orientais, nomeadamente indianas. Em 1970 cria juntamente com Georges Wolinski a sua heroína mais conhecida, “Paulette”. Uma herdeira loura e rica, de vocação proletária e aventurosa – raptada na primeira página da história, ela simpatiza logo com os motivos dos seus captores -, Paulette sofre todo o tipo de peripécias policiais/amorosas/oníricas e torna-se uma espécie de símbolo sexual, ao longo de vários álbuns em que tem a companhia de Joseph, um velho amigo transformado por engano em belíssima jovem pela toupeira míope (!) de Paulette – exemplo da ironia cáustica do autor, ao transformar um velho libidinoso no seu próprio objecto de desejo, o que o deixa de razoável mau humor... Segue-se a colaboração com Danie Dubos, de que resultam “Lolly Strip” e “Caroline Choléra” em 1976, esta última uma das suas personagens mais conseguidas graças aos argumentos verdadeiramente delirantes de Dubos. O erotismo acentua-se e enegrece, notando-se o deslize ambíguo para o jogo da “mulher-objecto” nas farsas político-sociais “Les Manufacturées” (em que ex-delinquentes são recicladas como bonecas de prazer) e “L’Usine” (onde um grupo de mulheres é escravizado numa fábrica de contornos sinistros). Em 1977, “Marie-Gabrielle de Saint-Eutrope”, com textos e imagens de Pichard, incorre mesmo na censura, graças à violência de certas cenas. Nos anos seguintes, o autor compraz-se a adaptar à sua maneira clássicos da literatura, como As Feiticeiras de Tessália (a partir das Metamorfoses de Apuleio), Carmen de Mérimée, Germinal de Zola, A Religiosa de Diderot, Don Juan de Apollinaire, A Condessa Vermelha de Sacher-Masoch, e mesmo o Kama-Sutra, de Vasyayana. Em todas estas obras as personagens femininas são cruelmente torturadas e maltratadas, num estilo tão cândido como apaixonado, num exercício de voyeurismo transbordante em que nenhum detalhe dos requintes de - verdadeira - malvadez é descurado. Entre os anos 80 e os anos 90 destacam-se ainda o 2º volume das 110 Pilules, o trio de pendor mais violentamente anticlerical (ou de maior cínico aproveitamento das luxúrias da fé) Marie-Gabrielle en Orient, Madoline e La Voie du Repentir e a ilustração da obra de Pierre Louys Trois Filles de Leur Mére, onde o sadomasoquismo convive alegremente com a pedofilia, a bestialidade e a coprofilia. Aqui não há lugar para fetichismos específicos, apenas o gozo desbragado do prazer transgressivo, do sexo como queda no abismo. O convite à Sombra por excelência é aquele que emana das nossas pulsões sexuais mais primárias, aquelas que não estão temperadas pela moralidade ou pelos costumes, as que não conhecem o medo, apenas o êxtase.Georges Pichard morreu aos 83 anos, em 2003, sem ter pedido desculpa.
Copyright: © 2004 Umbigo; Pedro Soenen
fonte: BEDETECA DE LISBOA

segunda-feira, 20 de julho de 2009

BRUCE LEE

Bruce Lee nasceu num hospital chinês em São Francisco, os nomes dos seus pais eram Lee Grace e Lee Hoi Chuen. Ele recebeu desde cedo educação e treino em Kung Fu em Hong Kong. Devido à fama de seu pai como um actor de Ópera Chinesa, Lee teve a oportunidade de aparecer em diversos filmes chineses quando era criança. Iniciou o seu estudo em artes marciais aos 13 anos de idade com o Wing Chun. Porém, estudou diversos tipos de artes marciais ao longo de sua vida, vindo a fundar mais tarde a sua própria arte marcial, o Jeet Kune Do. Também aprendeu idiomas, como inglês e cantonês. Em 1958, Bruce Lee foi a Seattle para completar os seus estudos. Recebeu então diploma do Edison Technical School e também foi formado pela Universidade de Washington em filosofia. Foi na Universidade de Washington que ele conheceu sua futura esposa, Linda Emery, com quem se casou em 1964. Lee teve uma filha, Shannon, e um filho, Brandon, morto tragicamente durante a produção de um filme. Embora tenha feito somente uma boa quantidade de filmes e shows de televisão, Bruce começou a tornar-se um ícone como a personificação do homem asiático que se torna a epítome do que muitos vêem como sendo a perfeição em artes marciais, agilidade e força.
A maioria das pessoas que têm um conhecimento superficial sobre Bruce Lee acreditam que ele era apenas uma estrela de filmes de artes marciais. Mas isso segundo relatos de pessoas que conviveram com Lee é um grande engano. Bruce Lee era antes de tudo um excelente artista marcial, que se dedicava completamente no aperfeiçoamento de seu corpo, mente e técnicas. Desde que atingiu um bom nível no kung fu, (aos 16 anos de idade) e até sua morte prematura, venceu todas as lutas no qual foi desafiado.
Bruce Lee morreu em Hong Kong no dia 20 de julho de 1973, aos 32 anos, apesar dos rumores que envolvem sua morte. Começaram a circular teorias de que ele havia sido envenenado pelas Tríades chinesas, enquanto outros acreditavam que um cabal secreto de mestres de artes marciais matou Lee por ter revelado muitos segredos e outras noticias envolvendo vingança e drogas. A verdade é que a autópsia comprovou que a morte de Bruce Lee foi causada por edema cerebral, um inchaço no cérebro, que ocasionou o AVE (Acidente vascular encefálico) devido a uma reação alérgica a um remédio (equagezic) tomado para aliviar uma cefaleia que estava sentindo.
Em 25 de julho de 1973, cerimónias funerais atraíram cerca de 30.000 fãs em Hong Kong. Em 30 de julho, foi realizada uma segunda cerimônia funeral, em Seattle, Estados Unidos, onde somente os amigos e parentes estiveram presentes. Bruce Lee foi enterrado no Cemitério Lake View. fonte: Wikipédia

segunda-feira, 13 de julho de 2009

HOJE É DIA DE "ROCK'N'ROLL"

It's Only Rock 'n' Roll, but I like it Tentar traçar a história do Rock é uma tarefa prazerosa, porém difícil. São muitos fatos importantes, músicos, discos, shows, acontecimentos que marcaram a história da música profundamente. Escolher o que citar e o que fica de fora é duro para quem é fã de tantas bandas e gostaria de ver todas elas comentadas. Mas o espaço é pouco e por isso alguns fatos e nomes infelizmente ficarão de fora. Essa matéria especial é um pequeno tributo ao ritmo musical que virou estilo de vida e que serve de trilha sonora no dia-a-dia de cada um de nós do Rock Online e, provavelmente, de vocês, internautas que nos prestigiam com suas visitas. Portanto essa matéria também é um tributo a você que ajuda a manter o Rock 'n' Roll vivo. Long Live Rock and Roll!!! O Dia Mundial do Rock
No dia 13 de julho de 1985 aconteceu um dos maiores eventos de música de todos os tempos, o Live Aid. Os idealizadores do evento foram os músicos Bob Geldof e Midge Ure, que conseguiram mobilizar muitos astros da música em prol das vítimas da fome na Etiópia. Grandes nomes do Rock se apresentaram no estádio de Wembley, em Londres, além de outros três palcos montados para o evento. Os outros palcos estavam na Filadélfia, nos Estados Unidos, em Sidnei na Austrália e em Moscou, na Rússia. Entre tantos nomes que se apresentaram na Inglaterra, alguns se destacaram, como Queen, U2, Paul McCartney, David Bowie e The Who. No palco dos Estados Unidos outros grandes artistas subiram ao palco, entre eles Judas Priest, Led Zeppelin com Phil Collins na bateria - que não tocavam juntos desde a morte de John Bonham em 1980 - e a formação original do Black Sabbath, que também não se reunia desde 1979 com a saída de Ozzy Osbourne e só voltou a tocar com essa formação em 1992. Devido a importância desse evento, sua grandeza e o motivo para sua realização, o dia 13 de julho passou a ser considerado o "Dia Mundial do Rock". Mas a história é bem mais antiga... 1931* Em 1931 Adolph Rickenbacker e George Beauchamp desenvolveram a primeira guitarra elétrica. Antes deles outros fizeram tentativas nesse sentido, mas sem sucesso. O modelo de Beauchamp e Rickenbacker, conhecido como 'Frigideira', foi a primeira guitarra havaiana elétrica. Esse modelo foi evoluindo até ser desenvolvida a guitarra elétrica de corpo maciço. 1945* Em 1945 Muddy Waters troca o violão por uma guitarra, presente de seu tio. No ano seguinte ele grava o primeiro Blues 'elétrico' de Chicago.
1948* Apesar de alguma controvérsia a respeito de qual foi o primeiro Rock da história, muitos apostam na canção "We're Gonna Rock, We're Gonna Roll", do saxofonista de Detroit Wild Bill. A música foi lançada em 1948. No ano seguinte Wild Bill lançou o disco chamado simplesmente "Rock and Roll". 1949* A história do Rock no Brasil também tem suas controvérsias. Alguns dizem que o primeiro Rock gravado no país foi a música "Bonitão", gravada por Gilberto Alves em 1949. 1951* Na década de 1950 o Rock 'n' Roll começa a criar forma, se diferenciando cada vez mais do Blues. No ano de 1951 o 'disc jockey' Alan Freed monta o programa de rádio 'Moondog Rock 'n' Roll Party'. O programa tinha o intuito de levar a música feita e ouvida por negros ao público jovem branco. Nessa época a segregação e o preconceito racial eram muito fortes nos Estados Unidos. Alan Freed foi o primeiro 'DJ' a chamar aquele novo estilo de música de "Rock and Roll". Essa expressão era uma gíria dos negros norte-americanos para designar o ato sexual. No mesmo ano é lançado o disco "Rocket 88", de Ike Turner. Este é um dos discos que disputam até hoje o título de primeiro disco de rock da história. 1952* Alan Freed se destaca nas rádios norte-americanas com seu programa e em 1952 ele organiza o primeiro show de Rock: Moondog Coronation Ball. No mesmo ano Little Richard lança suas primeiras gravações em compactos. Ainda no ano de 1952, o músico Lester Polfuss constrói a primeira guitarra elétrica de corpo maciço que levou o seu nome artístico: Les Paul, fabricada pela Gibson Guitar Company. 1953* Na briga das guitarras, em 1953 Leo Fender inventa o modelo Stratocaster, que anos mais tarde seria imortalizada nas mãos de Jimi Hendrix. Neste ano o jovem Elvis Presley registra suas primeiras gravações caseiras. 1954* Em 1954 a versão de Bill Haley da música "Rock Around the Clock" é incluída na trilha sonora do filme "Blackboard Jungle", que no Brasil foi lançado como "Sementes da Violência". A canção foi escrita originalmente em 1952 por Max Freedman e James Myers.
1955* Quando o filme "Sementes da Violência" estreou no Brasil, em 1955, logo a música "Rock Around the Clock" ganhou uma versão da cantora Nora Ney, ainda em inglês. Na metade da década, em 55, Chuck Berry lança suas primeiras gravações que causam impacto por serem as primeiras a elevar a guitarra ao posto de instrumento principal na canção. Ainda em 1955 Elvis Presley assina contrato com a gravadora RCA.
1956* O primeiro LP de Elvis Presley chega às lojas em 1956, trazendo canções como "Blue Suede Shoes", "Tutti Frutti" e "Blue Moon". Ainda neste ano é lançado o segundo LP, "Elvis". 1957* Em 1957 Ronald Padavona inicia sua carreira com a banda Vegas Kings e adota o nome artístico Ronnie James Dio. Logo a banda mudaria de nome para Ronnie and the Redcaps. O primeiro Rock escrito em português foi gravado por Cauby Peixoto, em 1957, "Rock and Roll em Copacabana". Provavelmente o primeiro grande escândalo da história do Rock: de 37 shows agendados no Reino Unido, Jerry Lee Lewis tem 34 deles cancelados após ser descoberto que sua noiva é uma garota de apenas 13 anos e sua prima. 1960* Em 10 de maio de 1960, um quinteto chamado Silver Beetles tocam seis músicas em um bar de Liverpool para Larry Parnes, famoso empresário inglês. 1961* Para descrever e diferenciar seu estilo de tocar, o guitarrista Dick Dale usa o termo 'surfing' para designar suas músicas. Nascia então em 1961 um sub-gênero do Rock, a 'Surf Music'. No Brasil um jovem cantor capixaba lança seu primeiro disco, "Louco Por Você", em agosto de 1961. O cantor era Roberto Carlos. Esse disco não fez tanto sucesso na época, mas marcou o início da carreira de um dos mais importantes músicos da Jovem Guarda. 1962* Em outubro de 1962 os Beach Boys lançam seu primeiro disco, "Surfin' Safari". 1963* O segundo disco de Bob Dylan é lançado, "The Freewheelin' Bob Dylan", em 1963, trazendo seu primeiro grande sucesso, "Blowing in the Wind". Em abril do mesmo ano é lançado "Please Please Me", o primeiro LP dos Beatles. Sucessos como "Love Me Do" e "Twist And Shout" estão neste disco. 1964* A 'Beatlemania' estoura em 1964 e contamina os Estados Unidos com a música "I Wanna Hold Your Hand" atingindo o topo das paradas. O primeiro filme dos Beatles é lançado, "A Hard Day's Night". Em abril de 64 é lançado "England's Newest Hitmakers", primeiro disco do grupo Rolling Stones. 1965* O Rock crescia em todo mundo. No Brasil, a partir de 1965 a TV Record começa a transmitir o programa "Jovem Guarda", que deu nome a toda uma geração de músicos diretamente influenciados por Elvis e pelos Beatles. Os apresentadores do programa eram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. O ano de 1965 viu nascer a banda Velvet Underground, com temáticas e sonoridade de difícil aceitação para a época. Em julho desse ano foi lançado o disco "Out of Our Heads", dos Rolling Stones, contendo o maior sucesso do grupo: "(I Can't Get No) Satisfaction". O primeiro disco do The Who é lançado em dezembro de 65, na Inglaterra com o título de "My Generation". Nos EUA saiu como "The Who Sings My Generation", com alterações na ordem das músicas no lado B do disco.
1967* Há 40 anos atrás, no dia 1º de junho de 1967, era lançado um dos mais importantes álbuns da música mundial, o oitavo disco dos Beatles, "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band". Entre os dias 16 e 18 de julho aconteceu o primeiro grande festival de Rock a céu aberto, o Monterey Pop Festival, na Califórnia, EUA. Cerca de 200.000 pessoas compareceram ao evento. Entre as atrações estavam Jimi Hendrix, The Who, Jefferson Airplane, Johnny Rivers e Big Brother & The Holding Company, banda que tinha como vocalista Janis Joplin, que foi considerada uma das grandes revelações do festival. O primeiro álbum do The Doors foi lançado em 1967. O disco, auto-intitulado, traz os dois maiores sucessos do grupo: "Break On Through" e "Light My Fire". 1968* O ano de 1968 teve vários fatos marcantes para a História da música, entre eles o lançamento do álbum "We're Only In It For The Money", de Frank Zappa & The Mothers of Invention. O disco foi lançado em março e foi um dos primeiros a copiar a lendária capa do "Sgt. Peppers" dos Beatles. Um dos maiores hinos do Rock foi lançado em 68: "Born to be Wild", presente no primeiro disco do Steppenwolf, auto-intitulado. Essa música se tornou hino dos motociclistas em todo o mundo e ainda trouxe uma expressão que anos mais tarde iria nomear uma vertente do Rock: o Heavy Metal. Em agosto desse ano Jimmy Page convida Robert Plant para cantar no New Yardbirds. Em outubro gravam o primeiro álbum, já com o nome de Led Zeppelin. O disco traz músicas como "Dazed and Confused", "Communication Breakdown" e "Babe, I´m Gonna Leave You". No Brasil os jovens praticamente se dividiam entre os fãs da Jovem Guarda e os fãs de MPB e Bossa Nova. Três músicos que tocavam juntos desde 1965 lançam seu primeiro álbum em 1968, "Os Mutantes". A banda Mutantes trazia elementos estranhos para o público brasileiro da época. Os puristas da MPB eram contra o som cheio de guitarras e efeitos da banda. Aos poucos foram conquistando espaço e se tornaram uma das mais influentes bandas não só no Brasil como no mundo todo.
1969* O inglês David Bowie lança "Space Oddity", um de seus grandes sucessos, em 11 de julho de 1969. A data foi escolhida para coincidir com a chegada do primeiro módulo lunar na lua. 1969 marca o auge do movimento hippie e da contracultura. Nesse ano aconteceu o maior e mais importante festival de música até então realizado. Nos dias 15, 16 e 17 de agosto, mais de 400 mil pessoas compareceram ao Woodstock Music & Arts Fertival. Apresentaram-se Janis Joplin, Grateful Dead, Carlos Santana, Jimi Hendix, Joe Cocker e The Who, entre outros. Três meses antes de se apresentar no Woodstock, o The Who lançou a ópera-rock "Tommy", obra-prima da banda que posteriormente virou filme e musical da Broadway.1970* Os maiores nomes do Heavy Rock surgiram nessa década. Muitos deles continuam na ativa até hoje, nem sempre com trabalhos tão majestosos quanto nessa época. Muitas bandas acabaram, outras foram e voltaram. Essa é a década da consolidação do Rock Progressivo, do surgimento do Heavy Metal e do Punk Rock. No dia 13 de fevereiro de 1970, uma sexta-feira, o primeiro disco do Black Sabbath era lançado. Com uma sonoridade densa, pesado, temas sombrios, o disco causou espanto na geração 'flower-power'. Nascia ali o Heavy Metal e a sonoridade que anos mais tarde geraria o Doom Metal. Paul McCartney anuncia em 09 de abril o fim dos Beatles. Em junho de 1970 o Deep Purple lança "In Rock", o primeiro de estúdio que trazia os novos integrantes: Ian Gillan e Roger Glover. Clássicos desse álbum são "Child in Time" e "Speed King". Considerado um dos melhores guitarristas do mundo, Jimi Hendrix é encontrado morto em 18 de setembro. O músico se sufocou com o próprio vômito após tomar pílulas para dormir. No dia 04 de outubro o corpo de Janis Joplin é encontrado em um apartamento em Hollywood. A morte da cantora foi causada por uma overdose de heroína. Seu corpo foi cremado e as cinzas espalhadas no litoral da Califórnia. 1971* Em janeiro de 71 Alice Cooper lança seu terceiro álbum, "Love It To Death", contendo seu primeiro grande sucesso: "I'm Eighteen". Além da qualidade sonora o vocalista chama atenção pela maquiagem e teatralidade inéditos até então. Posteriormente muitos iriam se influenciar em Alice, como Kiss, Twisted Sister, Marilyn Manson e Slipknot. O mês de julho é marcado pela morte de um dos mais polêmicos músicos até então. Jim Morrison é encontrado morto na banheira de seu apartamento em Paris no dia 03 de julho. Oficialmente a morte foi divulgada como sendo causada por um ataque cardíaco. Um livro está prestes a ser lançado contando uma versão diferente da morte do vocalista. Segundo o livro, Morrison teria morrido de overdose em um bar e levado para seu apartamento. John Lennon lança o álbum "Imagine" em 10 de agosto. Lennon se tornaria o ex-Beatles com maior sucesso na carreira solo. Em agosto era lançado na Inglaterra o álbum "Who's Next", do The Who, considerado por muitos como o melhor disco do grupo. A ópera-rock "Jesus Christ Superstar" é lançada e faz sucesso em todo o mundo. O papel de Jesus Cristo é interpretado por Ian Gillan.
1973* Em 1973 um dos mais importantes álbuns da história chega às lojas: "The Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd. O disco ficou 741 semanas na parada da Billboard e é considerado o quinto álbum mais vendido de todos os tempos, com mais de 40 milhões de cópias. "Time", "Money" e "Us and Them" estão neste álbum. O primeiro álbum do Queen é lançado em 13 de julho de 1973. A música que abre o disco, "Keep Yourself Alive", torna-se o primeiro clássico do grupo e a única que eles continuariam tocando por muitas turnês. Em 1973, no Brasil, Raul Seixas lança seu terceiro disco com músicas inéditas, "Krig-Ha, Bandolo". O disco traz os primeiros sucessos do cantor como "Mosca na Sopa", "Metamorfose Ambulante", "Ouro de Tolo" e "Al Capone". Raul é considerado o 'pai' do Rock brasileiro. Um dos maiores fenômenos da música brasileira também lançou seu primeiro disco em 73. O grupo Secos & Molhados trazia uma sonoridade diferente, misturando a MPB e o Rock e chocava principalmente pela performance do vocalista Ney Matogrosso. O primeiro disco vendeu 300 mil cópias em dois meses. No último dia de 1973 o AC/DC faz sua estréia no palco do The Chequers Club, em Sydney, Austrália. O Kiss foi formado em 73 e logo no ano seguinte lançaram seus dois primeiros discos: "Kiss" e "Hotter Than Hell", causando polêmica pelas maquiagens e roupas que os integrantes usavam.
1974* No ano de 1974 um grande festival acontece nos EUA, o California Jam. No dia 06 de abril mais de 200 mil pessoas assistem Black Sabbath, Emerson, Lake & Palmer, Eagles e Deep Purple com sua nova formação, trazendo David Coverdale e Glenn Hughes, entre outras bandas. Alice Cooper fez o primeiro grande show de Rock internacional no Brasil em 1974. Cerca de 100 mil pessoas compareceram ao Anhembi, em São Paulo, para assistir a apresentação que promovia o álbum "Muscle of Love".
1975* Em 07 de abril de 1975 Ritchie Blackmore anuncia que está deixando o Deep Purple. Para seu lugar o jovem Tommy Bolin é chamado. Blackmore formaria o Rainbow com os músicos do ELF, entre eles o vocalista Ronnie James Dio. 1975 viu o surgimento do Punk. Nos Estados Unidos os Ramones assinam contrato de 5 anos com a gravadora Sire Records. O primeiro álbum do grupo seria lançado no ano seguinte. Na Inglaterra o Sex Pistols é formado e também lançam seu sucesso "Anarchy in the UK" no final de 76.
1977* Em 1º de janeiro de 1977 é aberto o primeiro clube de Londres dedicado ao Punk, o The Roxy. Logo na estréia quem se apresenta é o The Clash. 16 de agosto de 77 o mundo perde Elvis Presley. O cantor foi encontrado morto em sua mansão por sua namorada Ginger Alden. Meat Loaf lança o álbum "Bat Out Of Hell" em 21 de outubro, seu maior sucesso até hoje. 1978* Em 02 de fevereiro de 1978 a banda formada pelos irmãos Eddie e Alex Van Halen assina contrato com a Warner Bros. No mesmo ano é lançado o primeiro disco do grupo. A banda irlandesa U2 ganha um concurso de talentos em 18 de março e tem como prêmio a oportunidade de mostrar suas músicas para a gravadora CBS. O Punk Rock continua em alta e uma importante banda é formada: Dead Kennedys. O Punk também dá as caras no Brasil. Na capital do país é formada a banda Aborto Elétrico, que alguns anos mais tarde daria origem ao Capital Inicial e a Legião Urbana. 1979* O primeiro registro em vinil do Iron Maiden é lançado em 09 de novembro de 1979. O compacto "The Soundhouse Tapes" vende mais de 5 mil cópias em 10 dias. Um dos grandes nomes do Rock Progressivo, o Emerson, Lake & Palmer, ou simplesmente ELP, anuncia seu fim em 30 de dezembro. Década 1980 – A década de 80 trouxe novos ritmos, novas misturas. As bandas britânicas ganham o mundo com a NWOBHM – New Wave of British Heavy Metal. Nomes como Iron Maiden, Judas Priest, Saxon, Motörhead e até o reformado Black Sabbath com Dio nos vocais se tornam ícones do estilo. O Punk Rock ainda sobrevive. Grupos misturam elementos das discotecas com o Pop e o Punk e surge a New Wave com grupos como Duran Duran, B-52's, Soft Cell, entre outros. The Smiths surge como embrião do que mais tarde será a Brit Pop. A tristeza e melancolia do mundo é retratada com as bandas góticas como Sisters of Mercy, Bauhaus e Joy Division. O Metal melódico cresce graças aos alemães do Helloween. Surge também o Thrash e o Black Metal. No Brasil o rock se consolida e ganha notoriedade.Quase involuntariamente surge o movimento 'BRock', como ficaram conhecidas as bandas surgidas na década de oitenta no Brasil. IRA!, Capital inicial, Legião Urbana, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho... algumas com uma sonoridade mais pop, outras apostando num peso maior. 1980* O ano começou com a morte do vocalista do AC/DC, Bon Scott. O cantor foi encontrado morto dentro de seu carro no dia 19 de fevereiro de 80. Sufocado com o próprio vômito após entrar em coma alcoólico. O vocalista do Joy Division, Ian Curtis, comete suicídio se enforcando em sua casa em Manchester, Inglaterra. Os remanescentes do grupo formam o New Order. Em 16 de agosto acontece a primeira edição do festival Monsters of Rock, na Inglaterra. Se apresentam no festival as bandas Touch, April Wine, Riot, Saxon, Scorpions, Judas Priest e Rainbow. Cerca de 35 mil pessoas comparecem ao evento. John Lennon morre após levar um tiro de Mark David Chapman em 08 de dezembro de 1980. O cantor estava voltando para seu apartamento quando foi abordado por Chapman. O assassino disse que tinha recebido uma mensagem para matar Lennon enquanto lia o livro "O Apanhador no Campo de Centeio", de J.D. Salinger. Lennon tinha 40 anos. 1981* Em excursão para divulgar seu segundo álbum solo em 1981, Ozzy Osbourne arranca a cabeça de um morcego em pleno palco nos Estados Unidos. O vocalista achou que se tratava de um boneco de plástico. O caso gerou protestos de entidades protetoras de animais e ajudou a cristalizar a imagem satânica que vinha desde os tempos de Black Sabbath. No ano seguinte, em 19 de março, Ozzy perde seu amigo e guitarrista Randy Rhoads. O músico morreu em um acidente com um pequeno avião. Muitos fãs consideram Rhoads o melhor guitarrista que já tocou com Ozzy. 1982* O Punk Rock também ganha adeptos no Brasil, principalmente na região metropolitana de São Paulo. Garotos Podres, Ratos de Porão, Olho Seco, Cólera, Inocentes e outras bandas são formadas no início da década de 80. Em 1982 sai a coletânea Punk "O Começo do Fim do Mundo", um marco na historia do movimento no país. 1983* O Brasil recebe em 25 de junho de 1983 o Kiss para uma apresentação no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Este foi o último show do quarteto com as famosas máscaras. No dia 18 de setembro eles deram uma entrevista para a MTV norte-americana sem as lendárias pinturas. Em 1983 é formada aquela que se tornaria, anos mais tarde, a maior banda de Metal do Brasil, o Sepultura. 1984* Em dezembro de 1984 Rick Allen, baterista do Def Leppard, sofre um acidente de carro e tem que amputar o braço direito. Apesar de todos acharem que era o fim da carreira do músico, Allen continua na banda tocando com uma bateria adaptada. 1985* 11 de janeiro de 1985 ficou marcado na história da música mundial e principalmente no Brasil. Neste dia começou a 1ª edição do Rock in Rio. O festival trouxe pela primeira vez ao país grandes nomes do Rock e Pop mundial. Iron Maiden, Whitesnake, Ozzy Osbourne, Rod Stewart, Scorpions, AC/DC, YES e Queen foram algumas das atrações do evento. Nos dias 28 e 29 de Janeiro foi gravado o 'single' "We Are The World". A música fazia parte do projeto USA for Africa, em que vários artistas se juntaram para arrecadar verbas para ajudas os famintos na África. Bob Dylan e Bruce Springsteen foram dois dos 44 cantores que participaram da música. Em maio de 1985 chega às lojas brasileiras um dos maiores fenômenos da música nacional: o primeiro disco do RPM. "Louras Geladas", "Olhar 43" e "Rádio Pirata" e se transformam em 'hits' nas rádios. O sucesso é tanto que logo no ano seguinte o grupo lança um álbum ao vivo, "Rádio Pirata Ao Vivo", que vende mais de 2 milhões de cópias.Seguindo a mesma idéia, o músico irlandês Bob Geldof organiza junto com Midge Ure o Live Aid, que aconteceu em 13 de julho de 1985. O evento reúne grandes nomes do Rock como Judas Priest, Black Sabbath, Led Zeppelin, Queen, David Bowie, The Who, U2 e Dire Straits, entre outros. Graças a esse evento o dia 13 de julho passou a ser considerado o 'Dia Mundial do Rock'. No mesmo ano Vivian Campbell, na época guitarrista da banda Dio, teve a idéia de fazer um projeto para ajudar os famintos da África apenas com personalidades do Heavy Metal. Ronnie James Dio gostou da idéia e conseguiu juntar grandes nomes do Metal para gravarem a música "Stars", que foi lançada no álbum "Hear 'n Aid". Entre os participantes estavam Rob Halford, Geoff Tate, Blackie Lawless, Yngwie Malmsteen, Adrian Smith, Dave Murray, Rudy Sarzo, Vinnie Appice e muitos outros músicos. A música "Money for Nothing" do Dire Straits chega ao topo da parada em 21 de setembro, impulsionada pelo videoclipe e a participação de Sting. 1986* Em 1986 o Metallica lança seu terceiro disco, "Master of Puppets", e abrem alguns shows para Ozzy Osbourne. Em 27 de setembro a banda está em turnê pela Suécia e os membros do grupo tiram a sorte nas cartas para decidirem quem ficaria com a melhor cama do ônibus de viagem. O baixista Cliff Burton ganhou o jogo e escolheu sua cama. Durante a noite o ônibus derrapou na pista coberta de gelo e saiu da pista desgovernado. Com o acidente Cliff Burton foi arremessado pela janela do ônibus. O baixista, então com 24 anos, morreu no local. Os Titãs lançam seu terceiro disco e um dos principais álbuns do Rock brasileiro: "Cabeça Dinossauro". O disco chegou às lojas em junho de 1986 e foi o primeiro do grupo a ganhar disco de ouro. Músicas fortes e pesadas para a época como "Igreja", "Polícia" e "Bichos Escrotos" fazem parte do disco. 1987* Em 1987 o U2 lança o disco "The Joshua Tree" e a banda alcança pela primeira vez o topo da parada norte-americana. Na Inglaterra a banda já tinha chegado ao primeiro lugar outras duas vezes. O Uriah Heep se torna a primeira banda ocidental a se apresentar na Rússia, isso em 1987. A banda fez 10 apresentações para um público total estimado em 180 mil pessoas. Desses shows saiu o álbum "Live in Moscow". Década 1990 – A década de 90 ficou marcada principalmente pelo surgimento do Grunge, da mistura de Metal e Funk feita por bandas como Faith No More e Red Hot Chilli Peppers, pela invasão do Brit Pop de Suede, Radiohead e Oasis e a ascensão do New Metal.1990* Em 21 de julho de 1990 acontece na Potsdamer Platz, em Berlin, Alemanha, o mega-show The Wall. Roger Waters levou para o local, chamado de 'terra de ninguém', ao lado do Muro de Berlin que já estava em ruínas, o show com todas as músicas do álbum homônimo do Pink Floyd. Vários artistas convidados se apresentaram cantando as músicas do álbum. Entre eles Scorpions, Bryan Adams e Cindy Lauper. 1991* Rock in Rio II: em 18 de janeiro de 1991 começava a segunda edição do festival Rock in Rio. Guns n´ Roses, Megadeth, Faith No More, Judas Priest, Queensrÿche e Sepultura foram algumas das atrações. No ano de 1991 dois personagens importantes da música faleceram. Em abril o baterista do Kiss, Eric Carr, descobriu que sofria de um tipo raro de câncer no coração. Mesmo passando por uma cirurgia o baterista não resistiu e faleceu no dia 24 de novembro. No mesmo dia Freddie Mercury, vocalista do Queen, morre de broncopneumonia agravada pela AIDS. No inicio dos anos 90 surge o Grunge, movimento musical nascido em Seattle, nos Estados Unidos, que teve como maiores representantes as bandas Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains e Soundgarden. "Ten", o primeiro álbum do Pearl Jam, é lançado em 27 de agosto de 1991, trazendo faixas como "Alive", "Even Flow" e "Jeremy". Em 24 de setembro sai o segundo disco do Nirvana, "Nevermind", contendo sucessos como "Smell Like Teen Spirit", "In Bloom" e "Come As You Are". Esses são os mais representativos álbuns do Grunge. O disco que realmente projetou o Sepultura internacionalmente também foi lançado em 91, "Arise". 1993* Após gravar dois ábuns com o Viper, o vocalista André Matos sai do grupo e forma o Angra. A banda lança seu primeiro disco, "Angels Cry", em 1993. O disco fez grande sucesso graças a faixas como "Time" e "Carry On". 1994* Mais um ícone do Rock morre de forma trágica. Em 08 de abril de 1994 o corpo de Kurt Cobain é encontrado em sua casa em Seattle. O líder do Nirvana suicidou-se com um tiro na cabeça. Sete anos após o último álbum de estúdio, o Pink Floyd lança "The Division Bell". O disco leva a banda novamente ao topo das paradas graças à música "Take It Back". Em agosto de 1994 acontece em São Paulo a primeira edição do festival Monsters of Rock no Brasil. Tocam no evento Dr. Sin, Angra, Raimundos, Viper, Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e Kiss. O festival ainda aconteceria no Brasil nos anos de 1995, 1996 e 1998. 1995* Uma das mais queridas bandas de todos os tempos, os Ramones, anunciam sua turnê de despedida após lançarem, em 1995, o disco "Adiós Amigos". 1998* O retorno do Black Sabbath com sua formação original é marcada pelo lançamento do disco duplo ao vivo "Reunion", lançado em 1998. 2000* O Iron Maiden lança seu novo álbum, "Brave New World", em maio de 2000. O disco marca o retorno do vocalista Bruce Dickinson e do guitarrista Adrian Smith. Desde então o grupo se tornou um sexteto, com três guitarristas. 2001* Mais um Beatle falece. Em 29 de novembro de 2001 o guitarrista George Harrison morre devido a um câncer. Em 15 de abril de 2001 morre Joey Ramone, vocalista dos Ramones. No dia 18 de março do ano seguinte os Ramones se tornam a primeira banda Punk a fazer parte do 'Rock and Roll Hall of Fame', em Cleveland, Ohio. 2002* Quando o The Who organizava uma turnê mundial veio a notícia: o baixista John Entwistle foi encontrado morto. O corpo foi encontrado em um quarto de hotel no dia 27 de junho de 2002. 2004* No dia 08 de dezembro de 2004 o guitarrista Dimebag Darrell foi assassinado em pleno palco. Cerca de 30 minutos após o início do show da banda Damageplan, que Darrell formou com seu irmão Vinnie Paul após saírem do Pantera, Nathan Gale, de 25 anos, disparou vários tiros contra o guitarrista. Além de Darrell outras três pessoas morreram. O atirador também morreu no local atingido por tiros de um policial. 2005* Em comemoração aos 20 anos do Live Aid, foi realizado no dia 02 de julho o evento Live 8. Segundo estimativas dos organizadores, 3 bilhões de pessoas assistiram os shows graça as transmissões via TV. Um dos grandes destaque foi a reunião do Pink Floyd com Roger Waters. Especulou-se que seria o retorno do grupo, mas passado dois anos do evento, nada se confirmou. 2006* No dia 18 de fevereiro de 2006 os ingleses do Rolling Stones tocam de graça na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Essa é a terceira visita da banda ao Brasil. Eles tocaram no país em 1995 e 1998. Um dos mais famosos clubes do mundo, o CBGB, encerra suas atividades em 31 de outubro de 2006. Bandas como Sex Pistols, Ramones, Misfits, Elvis Costello, entre outras, começaram suas carreiras, ou ganharam notoriedade, tocando no CBGB. 2007* Um dos grandes nomes do final da década de 70 e início dos 80, The Police, anuncia no dia 12 de fevereiro de 2007 que a banda se reunirá para uma turnê mundial.2008* No dia 04 de fevereiro, o clássico dos Beatles "Across the Universe", foi transmitido diretamente ao espaço pela agência norte-americana, NASA. O veterano guitarrista canadense Jeff Healey faleceu a 03 de março, vítima de um câncer contra o qual lutava havia anos. No dia 02 de junho, o rock perde mais um guitarrista: Bo Diddley, um dos pioneiros do Rock e do Blues. Vítima de insuficiência cardíaca, o músico faleceu aos 79 anos. Outra perda para o rock em 2008, foi o falecimento do guitarrista Wander Taffo, em 14 de maio. Taffo foi integrante de diversos grupos de grande projeção como Made in Brazil, Joelho de Porco, Secos & Molhados, Gang 90 e Radio Taxi. Fundou também a maior escola de música da américa latina, a Escola de Música e Tecnologia (EM&T). No mês de julho, o Brasil ganha a sua Calçada da Fama do Rock, uma versão brasileira da RockWalk, localizada na Sunset Boulevard, em Hollywood, Califórnia (EUA). Ultraje a Rigor, Os Mutantes, O Rappa, Lobão, Charlie Brown Jr e Arnaldo Baptista são alguns dos artistas que deixaram suas marcas na calçada.