segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ERIC STANTON

Eric Stanton (30 de setembro de 1926 - 17 de março de 1999); de seu nome verdadeiro Ernest Stanzoni, foi um ilustrador americano de “ bondage e fetiche”, em que a maior parte da sua obra retrata a o domínio do sexo feminino.

Numa época em que a tendência do fetiche pin-up continua em alta (agradeçam à Dita von Teese), é legal relembrarmos o trabalho do ilustrador e cartunista norte-americano Eric Stanton. Considerado por alguns como o elo perdido entre Robert Crumb e Russ Meyer, Stanton nunca conseguiu o respeito da crítica por sua obra, contudo continua influenciando gerações por meio de seus desenhos que apresentavam um estilo sadomasoquista (com destaque ao bondage).
Tendo como protagonistas suas dominatrixs, Stanton publicou uma série de títulos como The Nightmares of Diana, Madame Discipline, Men Tamed to Submission by Tame-azons e Stantoons. As editoras Taschen e Fantagraphics têm lançado coletâneas com suas melhores histórias.








Fonte: http://pensamentosfilmicos.blogspot.com/2011/11/o-erotismo-de-eric-stanton.html

domingo, 4 de dezembro de 2011

ALISA A

by PASHA


 

SOLDA

 SOLDA CÁUSTICO
FONTE: http://cartunistasolda.com.br/

THE TORTURE NEVER STOPS

FRANK ZAPPA


REGENERAÇÃO MOLECULAR

Regenerar os tecidos do corpo como os lagartos refazem a cauda ( Portugal)
Foto de Ricardo Silva

Entrevista a Austin Smith, investigador

A investigação das células estaminais e as suas potenciais aplicações terapêuticas estão a fascinar os cientistas e prometem revolucionar a medicina actual. Entre as expectativas geradas pelo potencial das células estaminais embrionárias e as complexas questões éticas que levantam, encontramos uma das áreas de investigação mais promissoras da actualidade, embora com um longo caminho ainda a percorrer. O britânico Austin Smith, um dos grandes especialistas mundiais na área, esteve em Portugal a convite do Instituto da Gulbenkian de Ciência, para participar numa sessão de formação da Associação de Repórteres de Ciência e Ambiente.
Porque é que se fala tanto de células estaminais?
Obviamente o que chama a atenção é a possibilidade de usar células estaminais para tratar doenças e lesões através do transplante de células. Sabemos que isto funciona, pois temos os exemplos do transplante de medula óssea para as doenças do sangue, e de pele em caso de queimaduras graves. É aliciante pensar que seria uma maneira de criar, por exemplo, novas células beta, as células que produzem insulina e que estão danificadas na diabetes tipo 1, ou novas células neuronais para doentes com Parkinson.
Que benefícios poderemos colher nos próximos anos?
Penso que, pelo menos a médio prazo, o principal impacto será a construção de sistemas para estudar o desenvolvimento normal das células e estudar o que causa as doenças, os genes envolvidos. Como as células estaminais podem multiplicar-se indefinidamente, temos um recurso ilimitado para fazer experiências em laboratório. Assim, podemos modelar as doenças, criar novos medicamentos e testá-los. Alguns desses medicamentos podem actuar activando as células estaminais no nosso corpo. Porque um dos problemas das células estaminais adultas, quando existem, e sabemos que as temos no cérebro, é que não parecem fazer muito. Não sabemos porquê. Com o estímulo certo talvez pudessem ser activadas para reparar os tecidos danificados num AVC, por exemplo.
Já é possível dirigir a multiplicação das células estaminais?
Esse é actualmente o grande desafio: conseguir multiplicá-las e dirigi-las para que se tornem num determinado tipo de células. Já avançámos muito na pesquisa com ratos, mas com células estaminais humanas, quer embrionárias quer adultas, estamos mais atrasados. Neste momento ainda não somos muito bons a controlar células estaminais humanas. Mas vamos chegar lá.
As células estaminais adultas podem ser uma opção para evitar a controvérsia ligada às células estaminais embrionárias?
Claro que sim. São muito poderosas e é possível que mesmo no futuro sejam estas a ser usadas clinicamente. Mas no momento não sabemos sequer se existem células estaminais na maior parte dos tecidos adultos. A maneira de descobrir isso é usar células estaminais embrionárias, porque são capazes de gerar todos os outros tipos de células. E podemos usá-las para identificar as células estaminais nos tecidos adultos. Também é provável que alguns tecidos adultos já não tenham células estaminais. Porque são perigosas e se alguma coisa correr mal podem causar cancro.
Quando se trabalha numa área que levantas tantas questões éticas, isso sente-se no trabalho diário?
Trabalhei com células estaminais embrionárias de ratos durante dez anos porque estava fascinado, e ainda estou, pelo poder destas células. Quando comecei a perceber que era possível controlá-las pensei: "se pudéssemos fazer isto em humanos as aplicações médicas seriam muito interessantes". E então torna-se uma espécie de obrigação. Tive de questionar a minha posição inicial, que era de que não devemos brincar com o embrião humano. A conclusão a que cheguei é que se existir uma boa razão biomédica para trabalhar com embriões humanos, que de outra forma seriam destruídos, é completamente justificado. Não decidi isto instantaneamente, não foi "agora quero trabalhar com células estaminais embrionárias, por isso não há problemas éticos".
Compreende a polémica?
É complicado abordar este tema, porque é parte do ciclo de vida e sentimos instintivamente que temos de ser cuidadosos. E muita gente, a Igreja e políticos, defende que não se deve tocar nisto. Por isso não podemos simplesmente dizer "somos cientistas e temos razão". É importante explicar o que estamos a fazer, o que podemos conseguir. E também o que a ciência nos diz sobre os estágios iniciais de desenvolvimento, se podemos considerar o embrião uma pessoa. Reflectir se, na prática, em outras situações, o tratamos assim. E se pensarmos nisso, não o fazemos. Quem se opõe a isto, pela lógica, tem que se opor à fertilização in vitro, a muitas formas de contracepção, ao aborto.
A legislação actual no Reino Unido deu uma boa resposta à situação?
Esta lei é muito importante porque é uma protecção: significa que não vou passar por cientista louco, que posso dizer "tudo está de acordo com a lei". Por outro lado, dá garantias ao público. Se não há nenhuma lei então ninguém sabe o que se pode fazer, cientistas e público.
Na perspectiva mais optimista o que é que as células estaminais podem fazer?
Na perspectiva mais optimista podem tornar possível regenerar e reparar todos os tecidos do corpo, tal como os lagartos conseguem fazer as caudas crescer novamente. Podemos sonhar com isto mas não estou a prometê-lo.


Fonte: http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=646755&page=-1

Dr. HAMILTON NAKI

O CIRURGIÃO CLANDESTINO

Dr. Hamilton Naki, o cirurgião clandestino 
Naki era um grande cirurgião. Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração transplantado para o peito de Louis Washkanky em dezembro de 1967, na cidade do Cabo, na África do Sul, na primeira operação de transplante cardíaco humano bem-sucedida.

O transplante de coração é um trabalho delicadíssimo. O coração doado tem de ser retirado e preservado com o máximo de cuidado. Naki era talvez o homem mais importante na equipe que fez aquele que foi o primeiro transplante cardíaco da história. Mas ele não podia aparecer porque era negro no país do apartheid.

O cirurgião-chefe do grupo, o doutor Christiaan Barnard (este todos conhecem), tornou-se uma celebridade instantânea. Mas Hamilton Naki não pode nem sair nas fotografias da equipe e quando, por descuido de um fotógrafo desavisado, apareceu numa, o hospital informou que se tratava do faxineiro do prédio. Naki usava jaleco branco e máscara, mas jamais estudara medicina ou cirurgia.

Ele foi obrigado a largar a escola aos 14 anos para trabalhar, mas procurou ficar próximo aquilo que era o seu sonho, a medicina. Conseguiu então um emprego para cuidar do chiqueiro e logo depois de jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo. Como era muito curioso, aprendia tudo e depressa se tornando o faz-tudo na clínica cirúrgica da escola, onde os futuros médicos treinavam as técnicas de transplante em cães e porcos.

Foi assim que ele aprendeu a cirurgia, assistindo experiências com animais. Tornou-se um cirurgião excepcional, a tal ponto que Barnard requisitou-o para sua equipe. Mas como? Isso era uma quebra das leis sul-africanas. Naki, negro, não podia operar pacientes nem tocar no sangue de brancos. Mas o hospital abriu uma exceção para ele.

Tornou se um famoso e requisitado cirurgião, mas clandestino. Era o melhor no que fazia, dava aulas aos estudantes brancos, mas ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que era permitido por lei pagar a um negro. Vivia num barraco sem luz elétrica nem água corrente, num gueto da periferia.

Hamilton Naki ensinou cirurgia durante 40 anos e aposentou-se com uma pensão de jardineiro, de 275 dólares por mês. Depois que o apartheid acabou, ganhou uma condecoração e um diploma de médico "honoris causa". Nunca reclamou das injustiças que sofreu a vida toda, ao contrário, agradecia sempre por ter podido ajudar a salvar a vida de tanta gente.

Agora você já sabe quem foi esta pessoa excepcional.

Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=3683

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PASSA UMA BORBOLETA

do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro 
FOTO DE RICARDO SILVA

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.