CÁUSTICO
SOLDA CÁUSTICO: http://cartunistasolda.com.br/
quinta-feira, 2 de junho de 2016
LIGAÇÃO
Súbito me lembro de um antigo telefone.
Seu número irrompe em minha memória
e não sei de quem é, nem quando nem onde,
sei apenas que é um endereço que dói.
Disco sem esperança estes dígitos antigos
e então ouço chamar numa casa no tempo
à qual me prendo pelo cordão do umbigo
que não pôde ser cortado a contento.
Através de um fio imaterial me religo
às ruínas de uma infância só mito.
Do outro lado, alguém atende o telefone
e a voz que me chega por este conduto
é a da criança que tem o meu nome,
é a que perdi quando me tornei adulto.
Seu número irrompe em minha memória
e não sei de quem é, nem quando nem onde,
sei apenas que é um endereço que dói.
Disco sem esperança estes dígitos antigos
e então ouço chamar numa casa no tempo
à qual me prendo pelo cordão do umbigo
que não pôde ser cortado a contento.
Através de um fio imaterial me religo
às ruínas de uma infância só mito.
Do outro lado, alguém atende o telefone
e a voz que me chega por este conduto
é a da criança que tem o meu nome,
é a que perdi quando me tornei adulto.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
PERCY LAU
Autodidata, Percy Lau, com seus conceitos e pontos de vista próprios, desenvolveu uma carreira de sucesso nacional. Nasceu em Arequipa, Peru, em 16 de outubro de 1903, filho caçula de Bruno Law e Sofia Schon Law, cultivadores de cana-de-açúcar. Após sofrer um acidente na escada de sua casa, que afetou sua coluna vertebral, a família viajou para a Alemanha, terra de seus ancestrais, em busca de tratamento para o garoto, que é interrompido devido ao início da I Guerra Mundial. Foram para os Estados Unidos, mas por dificuldades financeiras chegaram ao Brasil em 1921, fixando residência em Olinda-PE. A adaptação do menino foi tão imediata que aprendeu o português com facilidade e sem sotaque, e o Law virou Lau. A natureza do lugar motivou os primeiros traços, surgindo os desenhos de coqueirais e mocambos com seus tipos humanos da região. Esses trabalhos (em grafite, nanquim e aquarela) estavam na primeira Exposição de Belas Artes de Pernambuco.
Em 1933 se associa a Augusto Rodrigues para criar um atelier comercial, criando trabalhos decorativos para restaurantes, formaturas, publicidade, letreiros artísticos, tabuletas, anúncios luminosos, retratos a óleo, etc. Em pouco tempo o lugar se tornou um ponto de encontro da sociedade cultural local. Segundo Augusto Rodrigues: “Trabalhávamos o dia inteiro e nos reuníamos à noite em torno de uma mesa ou no atelier para desenhar. O Percy Lau tinha parentes na Alemanha e recebia de lá uma quantidade muito grande de livros e revistas. Assim, tomamos conhecimento do movimento expressionista alemão. Recebíamos reproduções e revistas do Rio. Lembro-me de uma revista que se chamava Base, em que havia reproduções de Guignard, Di Cavalcanti, Portinari, e tivemos conhecimento também do Fujita”. Nesse tempo começa um namoro com Ismênia, vizinha do atelier. Trabalha no Diário de Pernambuco fazendo pequenas ilustrações.
Em 1938 se muda para o Rio de Janeiro, trabalhando durante um ano para a Central do Brasil confeccionando maquetes para gares ferroviárias. Conhece e se relaciona com grandes nomes da arte brasileira como Di Cavalcanti, Guignard, Pancetti, Heitor dos Prazeres, entre muitos outros, estimulando seu ingresso no Liceu de Artes e Ofícios para estudar gravura, tendo assim um estudo sistemático da arte pela primeira vez. Volta ao Recife no ano seguinte e, depois de casar com Ismênia, retorna ao Rio. Recebe convite para integrar a equipe de desenhista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que ilustrava a série Tipos e Aspectos do Brasil da Revista Brasileira de Geografia (RBG), permanecendo aí até os últimos dias de sua vida.
Com sua aposentadoria do IBGE em 1967, chega ao fim sua fase de pontilhados à nanquim e surge o pintor cinquentão à mão livre, com composições líricas de paisagens do Rio de Janeiro, mulheres na praia e nus femininos. Em 12 de janeiro de 1972 morre de um mal cardíaco, depois de um período de internamento, interrompendo essa breve fase de pintor e encerrando a carreira de maior documentarista/artista, que dividiu com o gaúcho José Wasth Rodrigues e o paulista José Lanzellotti.
sábado, 28 de maio de 2016
quinta-feira, 26 de maio de 2016
TEX, O HERÓI E A LENDA
Serpieri: de Drunna a Tex

por Célio Heitor Guimarães
O veneziano Paolo Eleuteri Serpieri notabilizou-se no mundo dos quadrinhos pelas curvas que deu à Druuna, a gostosa nº 1 dos gibis. Morena saudável, de longos cabelos negros e corpo espetacular, Drunna nasceu em 1985 para encantar o universo masculino.
Ainda que as mulheres sempre tenham merecido especial carinho de Serpieri, inicialmente, ele pretendia dar um tom caricatural à personagem. Até o dia em que estava numa praia em Ostia, nas proximidades de Roma, então completamente deserta.
– De repente – conta o autor -, uma mulher nua saiu das águas. Seu corpo, perfeito e radiante, reluzia com as inúmeras gotas que o molhavam e refletiam a luz do sol.
Ali nascia a exuberante Drunna, figura de um futuro apocalíptico, onde os seres humanos foram sido atingidos por terríveis mutações. À vaporoso heroína cabe encontrar uma salvação para o planeta. Nem que para isso seja obrigada a fazer aquilo que mais lhe agrada: sexo.
Pois Serpieri acaba de dar uma guinada de 180 graus e arredou-se da supergata, que continua incendiando as páginas de álbuns ilustrados, para uma volta ao Velho Oeste norte-americano. E nessa empreitada não poderia ter sido mais feliz na escolha do herói retratado: Tex Willer, criação da casa editora Bonelli e o mais longevo caubói dos quadrinhos em atividade.
Não se pode dizer que o tema seja estranho a Paolo Eleuteri. No início de sua carreira de desenhista e criador de quadrinhos, ele se dizia influenciado por artistas como José Luis Salinas, o consagrado criador das tiras de Cisco Kid. Em seguida, chegou a participar da equipe que elaborou a História do Oeste Norte-Americano, um pretensioso projeto com mais de mil páginas. Por isso, o seu encontro com o mocinho de Gianluigi Bonelli e Aurélio Gallepini, é uma espécie de retorno à origem.
O resultado é um belíssimo álbum, que acaba de ser editado no Brasil por Dorival Vitor Lopes, da Mythos Editora, com tradução do curitibano Júlio Schneider: O Herói e a Lenda, argumento, desenhos e cores de Serpieri. A história se passa no início do século passado, na cidade de Nova York, onde um suposto Kit Carson, idoso e hóspede de um asilo e hospital psiquiátrico, narra a um insistente repórter italiano a história do seu inseparável companheiro de aventuras, o ranger Tex Willer ou Águia da Noite, o chefe branco dos índios navajos. A história expõe uma ambiguidade: teria o herói sido realmente um bravo soldado da lei e da ordem, caçador de ladrões de gado, comancheiros e malfeitores de toda ordem ou tudo não passou de uma lenda, tal qual tantas outras presentes no imaginário popular?
Como adverte Mauro Boselli, um dos atuais (e principais) argumentistas das aventuras de Tex e que assina o prefácio da edição, Serpieri tomou certas liberdades cronológicas em sua trama. Mas nem por isso prejudicou a história. Ao contrário, possibilita a integração do leitor ao relato e até – quem sabe? – a reversão de algumas convicções. É um trabalho instigante e merecedor de atenção.
O Tex de Paolo Eleuteri Serpieri é um Tex jovem, impetuoso, violento, com um destemor que beira a irresponsabilidade. Mas sabe o que faz e, sob a condução de Eleuteri, protagoniza um eletrizante episódio da vida na fronteira norte-americana, nos idos de 1855.
Como fecho, o autor ainda oferece, no quadrinho final, uma significativa surpresa ao leitor.
À obra, pois, texianos!
por Célio Heitor Guimarães
O veneziano Paolo Eleuteri Serpieri notabilizou-se no mundo dos quadrinhos pelas curvas que deu à Druuna, a gostosa nº 1 dos gibis. Morena saudável, de longos cabelos negros e corpo espetacular, Drunna nasceu em 1985 para encantar o universo masculino.
Ainda que as mulheres sempre tenham merecido especial carinho de Serpieri, inicialmente, ele pretendia dar um tom caricatural à personagem. Até o dia em que estava numa praia em Ostia, nas proximidades de Roma, então completamente deserta.
– De repente – conta o autor -, uma mulher nua saiu das águas. Seu corpo, perfeito e radiante, reluzia com as inúmeras gotas que o molhavam e refletiam a luz do sol.
Ali nascia a exuberante Drunna, figura de um futuro apocalíptico, onde os seres humanos foram sido atingidos por terríveis mutações. À vaporoso heroína cabe encontrar uma salvação para o planeta. Nem que para isso seja obrigada a fazer aquilo que mais lhe agrada: sexo.
Pois Serpieri acaba de dar uma guinada de 180 graus e arredou-se da supergata, que continua incendiando as páginas de álbuns ilustrados, para uma volta ao Velho Oeste norte-americano. E nessa empreitada não poderia ter sido mais feliz na escolha do herói retratado: Tex Willer, criação da casa editora Bonelli e o mais longevo caubói dos quadrinhos em atividade.
Não se pode dizer que o tema seja estranho a Paolo Eleuteri. No início de sua carreira de desenhista e criador de quadrinhos, ele se dizia influenciado por artistas como José Luis Salinas, o consagrado criador das tiras de Cisco Kid. Em seguida, chegou a participar da equipe que elaborou a História do Oeste Norte-Americano, um pretensioso projeto com mais de mil páginas. Por isso, o seu encontro com o mocinho de Gianluigi Bonelli e Aurélio Gallepini, é uma espécie de retorno à origem.
O resultado é um belíssimo álbum, que acaba de ser editado no Brasil por Dorival Vitor Lopes, da Mythos Editora, com tradução do curitibano Júlio Schneider: O Herói e a Lenda, argumento, desenhos e cores de Serpieri. A história se passa no início do século passado, na cidade de Nova York, onde um suposto Kit Carson, idoso e hóspede de um asilo e hospital psiquiátrico, narra a um insistente repórter italiano a história do seu inseparável companheiro de aventuras, o ranger Tex Willer ou Águia da Noite, o chefe branco dos índios navajos. A história expõe uma ambiguidade: teria o herói sido realmente um bravo soldado da lei e da ordem, caçador de ladrões de gado, comancheiros e malfeitores de toda ordem ou tudo não passou de uma lenda, tal qual tantas outras presentes no imaginário popular?
Como adverte Mauro Boselli, um dos atuais (e principais) argumentistas das aventuras de Tex e que assina o prefácio da edição, Serpieri tomou certas liberdades cronológicas em sua trama. Mas nem por isso prejudicou a história. Ao contrário, possibilita a integração do leitor ao relato e até – quem sabe? – a reversão de algumas convicções. É um trabalho instigante e merecedor de atenção.
O Tex de Paolo Eleuteri Serpieri é um Tex jovem, impetuoso, violento, com um destemor que beira a irresponsabilidade. Mas sabe o que faz e, sob a condução de Eleuteri, protagoniza um eletrizante episódio da vida na fronteira norte-americana, nos idos de 1855.
Como fecho, o autor ainda oferece, no quadrinho final, uma significativa surpresa ao leitor.
À obra, pois, texianos!
FONTE: http://www.zebeto.com.br/
quarta-feira, 25 de maio de 2016
The Rocky Horror Picture Show (1975)
por MARCOS BROLIA
1975 / EUA, Reino Unido / 100 min / Direção: Jim Sharman / Roteiro: Jim Sharman, Richard O’Brien / Produção: Michael White, John Goldstone (Produtor Associado), Lou Adler (Produtor Executivo) / Elenco: Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Richard O’Brien, Patricia Quinn, Nell Campbell, Charles Gray
The Rocky Horror Picture Show é sinônimo de cinema cult. Endeusado por gerações e mais gerações de jovens a trintões e quarentões, o musical / comédia / horror do diretor Jim Sharman é um clássico absoluto tanto para quem é fã do gênero, como para quem não é.
Lançado em 1975, dois anos após a peça musical estrear nos teatros ingleses, é um caso curioso de filme feito por um grande estúdio, aqui no caso a 20th Century Fox, que acabou se popularizando nas sessões da meia-noite e seus “double features” como a própria emblemática música de abertura evoca, recheado de toneladas e mais toneladas de referências de clássicos da ficção-científica e filmes de terror dos anos 30 até 50. Fora toda a estética glam rock, estilo musical dos anos 60 e 70, que tem David Bowie como um dos grandes ícones, caracterizado por músicos andróginos, maquiagem, purpurina e roupas coladas.
Todos esses elementos entraram em ebulição quando transportados ao cinema pelo produtor executivo Lou Adler. Um banho de sexualidade e transexualidade aterrissou nas telas naquela metade dos anos 70, e por mais que tenha sido um fracasso retumbante de bilheteria no circuito convencional, ganhou sua aura cult no decorrer dos anos e ainda hoje é objeto de estudo e admiração dos jovens, sendo citado em filmes adolescente indies como As Vantagens de Ser Invisível ou na baboseira chiclete televisiva Glee, fazendo com que seu público se renove sempre com o passar dos anos.
The Rock Horror Picture Show é um fenômeno social cinematográfico. Sua cenografia (simplista, tal qual a peça de teatro), as atuações exageradas (feitas por toda a trupe inglesa da peça, com exceção do casal protagonista americano Brad Majors, vivido por Barry Bostwick e Janet Weiss, vivida por Susan Sarandon), as mensagens (subliminares e escancaradas), as canções e suas coreografias e a trama que parodia o clichê do clichê do clichê do cinema de matinê e de drive-in se mostraram uma aposta certeira. Não há como um único fã de terror (aqueles malucos como eu que escrevo e você que lê esse blog), não querer passar a película inteira decifrando todas as referências a esse universo fantástico, seja nas letras, nos arquétipos dos personagens, na trama e subtramas paralelas ou nas memorabílias espalhadas pelos 100 minutos de projeção.
Começa pelo casal em lua de mel em perigo, que durante uma noite de tempestade, vai parar no lugar errado e na hora errada (claramente inspirado no casal Peter e Joan Alison de O Gato Preto, filme de 1934 da Universal, uma das pérolas produzidas por Carl Laemmle Jr. durante a Era de Ouro do estúdio). Acontece que ali é a residência do transex e completamente despirocado Dr. Frank-N-Furter, impecavelmente vivido por Tim Curry em seu papel mais emblemático (junto com o palhaço Pennywise de It – Uma Obra Prima do Medo), o cientista louco da vez com seus ajudantes, o corcunda Riff-Raff (Richard O’Brien), e as estranhas beldades Magenta (Patricia Quinn – que em determinado momento irá se caracterizar na personagem de Elsa Lanchester em A Noiva de Frankenstein) e Columbia, a groupie (Nell Campbell). Isso sem contar a narração pontual do Criminologista e expert interpretado por Charles Gray (ator que é impossível dissociar de seu papel de Mocata em As Bodas de Satã da Hammer).
O famigerado doutor, entre um e outro ato de canto e dança, finalmente dá vida a sua criação, Rocky Horror, vivido pelo musculoso Peter Hinwood, tal qual o Dr. Frankenstein. Todo esse caldo é pano de fundo para a lascívia de Frank-N-Furter, as descobertas sexuais (e puladas de cerca) dos heróis e uma ode à cafonalha setentista, ao visual camp e elementos queers, que obviamente afugentaram o americano médio das salas de cinema, mas que ganhou sua força exatamente por seu aspecto B escancarado, quando voltado ao público underground, marginalizado, reprimido sexualmente (aí vale para héteros, por meio do casal que esconde sua libido por simples imposição social daqueles tempos e para os gays, que não preciso nem discursar aqui) que se identificava com a produção, e o via como uma forma de expressão, de questionamento, tomar posição e de fazer se “levantar a voz” em tempos de homofobia, intolerância e valores morais exacerbados gritantes.
Frank-N-Furter aparece como um libertino libertário, como um doce travesti (como na letra da música cantada por Curry) em seu escandaloso corselet, salto alto, cinta-liga, cantando aos quatro ventos sobre quem ele é, o que ele quer fazer e criar, exatamente para chocar a plateia e seu rival, o cientista Dr. Everett V. Scott (Jonathan Adams) que funciona como o contraponto que representa os pensamentos reacionários da sociedade, e servir com um mártir, um messias que execra os dont’s e é um estopim para os do’s de uma sociedade inteira e todos os seus tipos. Abre mundos como de Brad e sua homossexualidade latente, Janet e sua libido guardada a sete chaves pelo papel de esposa subserviente. Esqueça sua opção sexual, seu fetiche, seu credo, cor e raça, estilo musical que ouve, tipo de roupa com que se veste, ser excluído, minoria, sofredor de bullying. A mensagem gritante para esses oprimidos é: encontre o seu Frank-N-Furter dentro de você, lhe dê voz e a capacidade de criar, e saia do armário (armário que vale não apenas no sentido de escolha sexual, mas um armário que funciona como uma reprimenda de seus medos no fundo de sua psique).
A emblemática cena de abertura com a música tema “Science Fiction Double Feature” e suas diversas referências originalmente mostraria os créditos dos atores entre clipes dos filmes citados. A ideia foi abortada por Brian Thomson, designer de produção, pois seria impossível ir atrás da permissão de todos os estúdios para que esse material fosse exibido e lhe ocorreu a ideia dos lábios, inspirado pela pintura de Man Ray “A l’heure de l’observatoire, les Amourex”. E bingo! Uma daquelas ideias tão acertadas que aquela boca vermelha carnuda se tornou uma marca registrada de TRHPS. Fora essa abertura e todos os pequenos easter eggs, o filme ainda tem uma cacetada de símbolos dos clássicos estúdios de cinema, como um dos mais emblemáticos, a torre de rádio e raio da RKO Radio Pictures, o globo símbolo da Universal e o grande Atlas, símbolo da Amicus, entre tantos outros. É como eu disse: assistir a TRHPS é um caça-palavras cinematográficos que entretém os fãs mais fervorosos.
No interessante campo dos quase, Mick Jagger queria o papel de Frank-N-Furter que acertadamente ficou para Tim Curry, oriundo da peça original; Steve Martin foi cotado para o papel de Brad Majors; e Vincent Price para o papel do Criminologista, que não pode aceitar por conflitos de agenda.
Mas o mais importante de tudo em The Rocky Horror Picture Show é que através de seus personagens facilmente identificáveis, mesmo que caricatos, é a capacidade de mostrar ao público a redenção, a descoberta do seu eu, de seus desejos, e por fim, se ver aceito no mundo. Até por isso ele tem tanta força nos adolescentes e continua perdurando até hoje em dia, funcionando com um belo serviço psicológico e social e, além disso, também despertando certo interesse nos clássicos, que hoje parecem anos luz de distância dessa geração vídeo-clipe e vídeo-game. É um sinônimo de ousadia em todos os sentidos.
FONTE/DOWNLOAD:
terça-feira, 24 de maio de 2016
MILLÔR FERNANDES
Nas cidades se mata.
Na Amazônia se desmata.
Estamos em pleno equilíbrio sustentável.


















