terça-feira, 15 de julho de 2008

RIAN

Nair de Teffé

Nair de Teffé (Petrópolis, 10 de junho de 1886Rio de Janeiro, 10 de junho de 1981), nascida Nair von Hoonholtz, foi uma pintora, cantora e pianista brasileira. Foi considerada, por Hermes Lima, a primeira caricaturista mulher do mundo.
Além disso, Nair de Teffé foi a primeira-dama do Brasil de 1910 a 1914.

Nair de Teffé na casa de seu pai, em Petrópolis, é retratada pelo pintor francês Guiraud de Scevola

Filha do Barão de Teffé, Nair estudou em Paris e Nice, na França, para onde se mudou com um ano de idade. Tendo regressado ao Brasil, iniciou sua carreira por volta de 1906.
Publicou seu primeiro trabalho, A Artista Rejane, na revista "Fon-Fon", sob o pseudônimo de Rian (Nair de trás para frente). Também publicaram suas caricaturas do jet set, dentre outros, os periódicos O Binóculo, A Careta, O Ken, bem como os jornais Gazeta de Notícias e da Gazeta de Petrópolis. Seu traço era ágil e transmitia muito bem o caráter das pessoas.

Caricatura de Afonso Celso por "Rian" (Nair de Teffé), 1914.

Deixou de exercer sua carreira como caricaturista em 6 de janeiro de 1913, ao desposar o futuro presidente da República, o Marechal Hermes da Fonseca. Hermes era viúvo de Orsina Francisca (falecida em 1910).
Nair de Teffé foi uma mulher à frente de seu tempo. A primeira-dama promovia saraus no Palácio do Catete, que ficaram famosos por introduzir o violão nos salões da sociedade. Sua paixão por música popular reunia amigos para recitais de modinhas.

Rui Barbosa no traço de Rian.

As interpretações de Catulo da Paixão Cearense fizeram sucesso e, em 1914, incentivaram Nair de Teffé a organizar um recital de lançamento do Corta Jaca, um maxixe composto por Chiquinha Gonzaga. Foram feitos críticas ao governo e retumbantes comentários sobre os "escândalos" no palácio, pela promoção e divulgação de músicas cujas origens estavam nas danças lascivas e vulgares, segundo a concepção da elite social. Levar para o Palácio do Governo a música popular foi considerado, na época, uma quebra de protocolo, causando polêmica nas altas esferas da sociedade e entre políticos. Rui Barbosa chegou a tecer fortes críticas à Nair.
Em 1959, já viúva, Nair, aos setenta e três anos, voltou a fazer caricaturas, inclusive de várias personalidades. No fim dos anos 70, participou das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Morreu no Rio de Janeiro em 1981, no dia de seu aniversário de noventa e cinco anos.


fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nenhum comentário :