quarta-feira, 2 de novembro de 2011

GALINHA - D'ANGOLA

Numida meleagris
A galinha-d'angola (Numida meleagris), também conhecida por: galinha-do-mato, capote, capota,  sakué, guiné, pintada ou fraca é uma ave da ordem dos Galliformes, originária da África e introduzida no Brasil, pelos colonizadores portugueses, que a trouxeram da África Ocidental.

No Brasil, a ave é conhecida por vários nomes, dependendo da região, sendo chamada de cocá, "guiné", tô fraco ou angolista, ou ainda, erroneamente, de galinhola. É conhecida também por servir de oferenda em alguns rituais, especialmente para Oxum.

Com a domesticação, a galinha d'angola passou por várias selecções e melhoramentos, devido a isso em relação a coloração da plumagem encontram-se cerca de 30 variedades. A mais comum é a pedrês - cinza com bolinhas brancas. Existem ainda as inteiramente brancas e as pampas, resultado do cruzamento das primeiras. Também existem as cinza-azuladas e as pretas, menos comuns. E ainda existem outras variações mais raras. São também conhecidas pelo nome de capote devido a plumagem.

Tem bicos curtos e fortes, próprios para ciscar.

Possui difícil dimorfismo sexual. Com cerca de três meses, o macho já apresenta uma crista pronunciada para a frente, como um chifre; na fêmea, essa crista é mais arredondada. A barbela costuma ter forma arredondada nos machos e nas fêmeas mais triangular. O canto é a principal característica que permite diferenciar machos de fêmeas, já que o famoso "tô fraco" é vocalizado apenas pelas fêmeas, a vocalização dos machos possui um tom mais forte e mais alto.
As aves ficam nervosas facilmente. São extremamente agitadas, muitas vezes chegando ao stress. São aves de bando: vivem em bandos, locomovem-se em bandos e precisam do bando para se reproduzir, pois só assim sentem estímulo para o acasalamento. E, como grupo, são organizadas. Cada grupo tem seu líder, o que é fácil de constatar no momento em que se alimentam: o líder vigia enquanto seus companheiros comem e, só depois de verificar que está tudo em ordem, é que começa a comer.

São aves rústicas e fáceis de criar, excepto num ponto: deixadas soltas, escondem os ninhos com o requinte de botar os ovos em camadas e ainda cobertos por palha ou outro material disponível.


As galinhas-d'angola não são boas mães, raramente entrando no choco. Fazem posturas conjuntas, com ninhadas de até quarenta ovos dispostos em camadas. Desta forma, somente os ovos de cima recebem o calor da ave e descascam. São inquietas e arrastam os pintos para a humidade, podendo comprometer a sobrevivência deles. Em criações em cativeiro, é recomendável recolher os ovos e colocá-los em incubadoras ou deixá-los serem chocados por uma galinha.

Na hora do acasalamento a iniciativa é da fêmea. O período de Abril a Agosto (intervalo de postura) é aquele em que as aves estão mais sociais, vivendo em grandes grupos, e no qual trocam as penas. No final dessa fase, vão escolhendo seus pares (duas fêmeas para um macho), depois ocorrem os acasalamentos. O período principal de postura vai de Setembro a Março, com uma média de setenta a oitenta ovos cada fêmea.

Fotos de Ricardo Silva

Fonte: Wikipédia

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